Síndrome da gaiola: a dificuldade de socializar na pandemia

Inúmeros estudos mostram a repercussão da pandemia na saúde mental de crianças e adolescentes. Só na cidade de São Paulo, os casos de depressão e ansiedade entre crianças e adolescentes aumentaram 120% entre 2018 e 2021. Segundo especialistas espanhóis, crianças que foram obrigadas a ficar de quarentena têm pontuações médias de estresse pós-traumático quatro vezes …

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Vacinação na África: o atraso e o risco de novas variantes

Até a presidente Comissão Europeia, Ursula von der Leyen,  já afirmou que “a vacina deve chegar a todos os cantos do planeta, o mais rápido possível”. Essa fala, que resume um ideal no combate à Covid, está, no entanto, bem longe da realidade. A começar pelo fato de que os próprios países europeus, da mesma forma que Estados Unidos e Canadá, detêm grande parte dos estoques de imunizantes disponíveis. E enquanto nesses países já se fala até em quarta dose, um continente inteiro, a África, assiste a uma vacinação extremamente lenta. Menos de 10% da população está totalmente imunizada. Os alertas da Organização Mundial da Saúde começaram lá no início da pandemia, e seguem em tom de apelo até hoje. Mas mesmo quando existe a verba, falta vacina, logística e cooperação internacional para dar conta do desafio.
Os esforços do mecanismo Covax, criado pela Organização Mundial da Saúde para garantir uma distribuição igualitária de doses, não têm os resultados esperados. É a colaboração regional, liderada pela União Africana, que dá esperanças. Ainda assim, as diferenças entre os países dentro da África são enormes, com nações que têm menos de 1% de imunizados e outras, com mais de 20%. Com tantas dificuldades, o vírus circula e dá margem para a disseminação de variantes, como a Ômicron, que retardam o tão aguardado fim da pandemia em todo o mundo. No Ao Ponto desta quarta-feira, o pesquisador do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fiocruz, o africano Augusto Paulo Silva, que também foi vice-ministro da Saúde da Guiné-Bissau, explica quais são os principais entraves para o avanço da vacinação na África. Ele também analisa o que deve ser feito para acelerar a imunização e o impacto da pandemia sobre o combate a outras doenças, como a malária e a desnutrição.

No Recife ou em Recife?

Em A Nossa Língua de Todo Dia, o professor Pasquale fala sobre as siglas dos Estados e menciona a capital de Pernambuco, respondendo a dúvida de um ouvinte sobre o emprego do artigo ‘o’. O comentarista diz que há explicação para os dois usos mas ‘é sempre bom lembrar que o nome oficial da cidade inclui o artigo’.